Se tem uma coisa que a gente sabe fazer bem na URBN9, é dar o close. Mas vamos falar a real? O nosso close nunca é só estético. Ele é político.
Quando a gente estampa uma camiseta com uma mensagem ousada, ou quando um Daddy e um jovem queer se encontram na mesma festa celebrando quem são, estamos fazendo muito mais do que curtir o momento. Estamos ocupando espaço. E num mundo que muitas vezes prefere que a gente fique invisível, ocupar espaço é um ato revolucionário.
Hoje, o blog da URBN9 não veio falar de tendência de estação, mas da tendência que precisa ser eterna: a luta pelos nossos direitos.
A Conquista Não é Garantia
A gente olha para as Paradas, para os personagens na TV e para a liberdade que conquistamos em muitos espaços urbanos e pode parecer que o jogo está ganho. Mas não se iluda.
Direitos conquistados não são garantias vitalícias. A luta contra a discriminação, a violência e a tentativa de apagamento das nossas identidades acontece todos os dias: no Congresso, na rua escura voltando da balada, no ambiente de trabalho e até no olhar torto do vizinho.
Lutar por direitos não é "mimimi". É garantir que possamos:
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Amar quem quisermos sem medo.
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Ter nossos nomes e identidades respeitados (sim, pronomes importam!).
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Envelhecer com dignidade e afeto.
De Geração para Geração: O Respeito à História
Aqui na URBN9, a gente valoriza muito o encontro de gerações. Se hoje um jovem de 20 anos pode sair montado, de mãos dadas com o namorado, é porque um Silver Bear ou uma trans lá nas décadas passadas teve a coragem de jogar a primeira pedra (literalmente, alô Stonewall!) e desafiar o sistema.
A luta pelos direitos LGBTQIA+ é uma passagem de bastão.
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Aos mais velhos: O nosso respeito e gratidão por terem sobrevivido e aberto o mato a facão.
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Aos mais novos: A responsabilidade de manter a chama acesa e não deixar o conservadorismo nos empurrar de volta para o armário.
A Moda como Ato de Guerra (e de Amor)
É aqui que a gente entra. A moda é a sua armadura urbana. O que você veste diz ao mundo como você quer ser tratado.
Usar uma peça da URBN9 é dizer: "Eu estou aqui, eu sou assim e eu não vou pedir licença." Seja você um urso, uma drag, trans, não-binárie ou um tiozão do couro, seu corpo é sua bandeira. Quando lutamos por direitos, lutamos para que todos esses corpos sejam celebrados, e não apenas tolerados.
Vamos Incomodar?
A apatia é a inimiga da mudança. A luta pelos direitos LGBTQIA+ exige voz, presença e, claro, estilo. Não aceite menos do que a humanidade plena. Apoie marcas que apoiam a causa, vote em quem defende a diversidade e, acima de tudo, seja impiedosamente você mesmo.
Afinal, a sociedade pode até tentar ditar as regras, mas somos nós que reescrevemos o roteiro.
Vista seu orgulho. Levante sua voz. E, como sempre: incomode com estilo.
